Tem que valer
Kaleidoscópio (2003)
2003
Som Livre
Crítica
Cotação:
E Ramilson Maia, o Ram Science, o homem do underground do drum’n’bass nacional, chegou ao mercadão. Culpa de um senso de timing bem afinado; afinal, por todos os cantos, só fala na mistura das melodias de MPB com bases eletrônicas, depois do estouro de Fernanda Porto e de trezenas de remixes de clássicos. E seu duo Kaleidoscópio, formado com a a cantora Janaína Lima, oferece exatamente isso – a ponto de a Som Livre, tradicionalmente conservadora no que tange a investir em novos artistas, ter crescido o olho sobre a dupla. Ninguém merece mais o sucesso do que Ramilson, batalhador antigo da causa eletrônica por aqui. Ainda mais levando-se em consideração o resultado bastante convincente e honesto (sem cheiro de forçação de barra) do álbum Tem que Valer. É a prova de que vale a pena manter-se fiel e coerente a uma proposta estética; se a maré do mercado vira para o seu lado, você finalmente pode alcançar a projeção desejada sem se “vender”.
Não tem mistério na receita do Kaleidoscópio. Arranjos eletrônicos bem básicos, sem muitas firulas, o batidão frenético do d’n’b (mais comportado, tendendo à recente vertente do broken beats) e as boas interpretações de Janaína por cima de tudo. Graças ao momento propício (em termos mercadológicos), o que poderia soar radical e estritamente clubber há alguns tempos, agora ficou com uma cara bastante pop, amigável às FMs. As melodias cunhadas pela dupla (com o auxílio ocasional dos produtores Gui Boratto e Tchorta) não complicam a vida do ouvinte; basta ouvir a faixa-título ou Meu Sonho. Como Ramilson não é bobo, tratou de se cercar com versões de sucessos emepebísticos ( Tô que Tô, Madalena, Flor de Lis) , garantindo aquele (por vezes dispensável) verniz electronica for export. O melhor resultado nessa seara é conseguido com Tarde em Itapoã, que, com seu clima leve e praieiro, combina perfeitamente com o tom do álbum. (Marco Antonio Barbosa)
Não tem mistério na receita do Kaleidoscópio. Arranjos eletrônicos bem básicos, sem muitas firulas, o batidão frenético do d’n’b (mais comportado, tendendo à recente vertente do broken beats) e as boas interpretações de Janaína por cima de tudo. Graças ao momento propício (em termos mercadológicos), o que poderia soar radical e estritamente clubber há alguns tempos, agora ficou com uma cara bastante pop, amigável às FMs. As melodias cunhadas pela dupla (com o auxílio ocasional dos produtores Gui Boratto e Tchorta) não complicam a vida do ouvinte; basta ouvir a faixa-título ou Meu Sonho. Como Ramilson não é bobo, tratou de se cercar com versões de sucessos emepebísticos ( Tô que Tô, Madalena, Flor de Lis) , garantindo aquele (por vezes dispensável) verniz electronica for export. O melhor resultado nessa seara é conseguido com Tarde em Itapoã, que, com seu clima leve e praieiro, combina perfeitamente com o tom do álbum. (Marco Antonio Barbosa)
Faixas

1
Você me apareceu

2
Tem que Valer

3
Madalena

4
Meu Sonho

5
Chega mais perto

6
Flor de Lis

7
Chuva

8
Tarde em Itapoã

9
Feliz de Novo

10
Tô que Tô

11
Lua

12
Frevo Mulher

13
Paro Pra Pensar

14
Tudo Passa

15
Aqui

16
Tem que valer

